Sem título

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Artesanato de Antonio de Castro

Quando eu tento pensar em alguma canção com a qual eu possa me identificar nesse momento, não acho nenhuma. Posso procurar o quanto for possível, mas acho que o sentimento que me toma agora não é digno de uma expressão tão otimista quanto a música.

Está mais para cena de filme de drama. Daquelas cenas de fim de casamento, depois de trinta anos de uma relação desgastada, quando o sexo não tem calor. Daquelas cenas onde o casal sente o frio em uma cama de motel.

Minha primeira experiência num motel foi frustrante. Digamos que eu não seja um exemplo de experiência em assuntos sexuais. Mas sei que aquilo que tanto empolgou meu novo namorado ao era sexo. Nem de longe.

Nem de olhos fechados.

Foi horrível. É a única palavra que posso usar para descrever aquele momento. Quis chorar de tristeza quando senti que estava sozinho naquele quarto estranho. Quis chorar quando vi que mesmo excitado ele não se movia.

Deitado de barriga para cima esperando que eu fizesse tudo. Até o que era impossível que eu fizesse. Eu olhava para o rosto dele com a minha mais perfeita expressão de “o que você está esperando?”. E ele me retornava o olhar como quem diz “é, eu sei que está sendo ótimo”.

Mas não estava sendo ótimo. Não estava gostando do cheiro. Não estava gostando do que ele não fazia, nem do fato de ele não querer me tocar. Ele não tirava as mãos do meu ombro!

Eu não podia me abrir com ninguém. De repente eu estava sentindo medo, vergonha por ter chegado à conclusão de que sexo é algo importante para mim. Sem ele, a relação não dará certo. E a minha com o meu “namorado” está se enquadrando nessa situação.

E ele fazendo planos para o próximo fim de semana, quando voltaríamos ao motel para fazer aquilo que, não sei por qual motivo, ele achava que fosse sexo. Eu fiquei com sono, preferi dormir a passar por aquela cena constrangedora mais uma vez. E ele achando que eu estava dormindo porque tinha gastado muita energia no “sexo”.

Mas nós nem transamos. Nem chegamos perto. Ele era automático. Fazia tudo com método. Primeiro os beijos, depois os carinhos, depois a camisinha... depois aquele momento patético. Acho que ele sabe menos que eu. E nem interesse tem em sabe mais.

Eu sei que é só sexo. E é só sobre isso mesmo que eu estou falando. Desabafando. Mas tem toda a importância. Não devia ser assim. Era nossa primeira vez. Era para ser. Para ter sido. Era para ter desejo. Novidade. Mas eu só pensava nos outros caras com quem fiquei. Alguns nem foram tão bons. Outros foram em momentos constrangedores, mas todos foram melhores.

Todos.

Não é para ninguém pensar que eu sou um tarado sexual, pois eu não sou. Mas eu espero o mínimo do sexo. O mínimo. Que haja sexo e não uma pessoa que se sente satisfeita com um a punheta bem batida.

Talvez o nível já esteja caindo por aqui, eu sei. E eu peço desculpas por isso. Nem queria escrever isso. Só precisava falar sobre. Pôr para fora.

7 críticas:

Leo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leo disse...

Ai kra...
Que merda!
Queria ter estado disponível pra conversar com você...
Desculpa!

FOXX disse...

nossa...

sei nem o que dizer numa situação dessas...

não algo qu seja possível dizer por aqui por um comentário

msn?

Klero disse...

Eu passei da fase de acreditar que sexo não é importante, mas ele tem uma vantagem: pode ser ensinado, pode ser moldado, difrente dos sentimentos...

quanto aos motéis... não entro nem por decreto!

Mariana disse...

ai! as nossas expectativas para primeira vez... sempre pensamos que vai ser diferente do que é...ja passei por situacao semelhante a sua, fechamos os olhos e queremos estar em outro lugar...e segunda vez é impensavel nao é mesmo?
Mas va com calma, talvez ele estivesse sentindo a mesma coisa que vc...so que sem coragem pra falar...bjoo

Nadezhda disse...

Você esperava o mínimo que 'repsentasse' o namoro de vocês dois.

;)

Paul disse...

é, como eu disse, talvez a espera tenha ajudado muito. Sem neuras, sem estresses.

e por vc, acho q eu não posso dizer muito. as vezes é bom só desbafar...